No primeiro semestre, foram registrados em média, quatro roubos a cada três dias
Numa casa lotérica, foram dez assaltos em dois anos. O último aconteceu na semana passada, e foi registrado pelo circuito interno. Um rapaz de camiseta azul chega de bicicleta, acompanhado de outros dois, que vem a pé. Eles entram na lotérica e anunciam o assalto. Um policial militar aposentado, que está no local, reage e começa a troca de tiros.
Um cliente, no chão, é ferido na perna. Os bandidos tentam fugir, mas são perseguidos pelo policial militar reformado. Na sequencia, ele atira em um dos rapazes, que cai morto no chão. Outros dois criminosos conseguiram fugir.
Casos como esse estão cada vez mais comuns. No primeiro semestre desse ano, foram registrados, em média, quatro roubos a cada três dias.
Um aumento de 9% em relação ao mesmo período do ano passado. A incidência de outros crimes também aumentou. Os homicídios cresceram 650%. Os furtos de carro, 250%. E o roubo de veículos, 50%.
A Polícia Militar alega que o efetivo é suficiente para atender o município e que faz ações conjuntas com a Polícia Civil. Segundo a PM, os assassinatos têm ligação com o tráfico e os demais crimes são cometidos por usuários de drogas. "Furto e roubo é a forma que eles encontram pra angariar recursos pra manter o vício no entorpecente", afirma o Tenente Mauro César.
O olho eletrônico poderia ser um grande reforço para a polícia, mas isso se os equipamentos estivessem funcionando. As câmeras, instaladas em outubro do ano passado, já foram retiradas.
A prefeitura não quis gravar entrevista. Mas informou que os equipamentos foram desligados porque o contrato com empresa que prestava o serviço venceu. Uma nova licitação está em andamento. Mas não há previsão de quando essa fiscalização será retomada.
Via VNEWS
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