26 junho, 2011

Um exemplo a ser seguido #2


Narayanan Krishnan é um jovem e talentoso chef indiano que se destacou no hotel 5 estrelas em que trabalhava, sua dedicação rendeu uma pré-seleção para um trabalho de elite na Suíça, mas uma rápida visita a sua família  antes de ir para a Europa mudou tudo.
“Eu vi um senhor muito velho se alimentando com seus próprios dejetos” Disse Krishnan. “Esta cena me machucou muito, entrei em estado de choque por alguns segundos. Após vivenciar esta  situação, comecei a alimentar este homem e decidi que este era o tipo de ação que deveria fazer o resto e minha vida.”
Krishnan estava visitando um templo ao sul da Índia, na cidade  de Madurai, em 2002, quando ele viu o homem debaixo de uma ponte. Assombrado pela imagem, Krishnan resolveu agir, se demitiu do hotel e voltou para para sua cidade natal convencido de seu novo destino.
“Esta centelha e inspiração ardem dentro de mim como chamas e me impulsionam a atender a todas as pessoas necessitadas e doentes mentais que não podem cuidar de si.”Afirmou Krishnan.
Krishnan fundou a organização sem fins lucrativos Akshaya Trust em 2003.  Aos 29 anos, já serviu mais de 1,2 milhões de refeições - café da manhã, almoço e jantar – para  desabrigados e pessoas sem condições financeiras, na sua maioria pessoas idosas abandonadas por suas famílias. Devido a pobreza na Índia muitos doentes mentais são despejados por suas próprias famílias.

  

Krishnan disse que o nome Akshaya é sânscrito para “sempiterna” ou “imortal”, e foi escolhido “Para  significar que a compaixão humana nunca deve perecer. “
O dia de Krishnan começas às 04:00 da manhã, ele e sua equipe rodam quase 200km em uma caminhonete doada, eles procuram deasabrigados debaixo de pontes e em becos.
As refeições oferecidas são quentes,vegetarianas,saborosas e são prepararadas e embaladas pessoalmente por Krishnan. Ele  também carrega consigo um pente, uma tesoura e uma navalha e  faz a barba e o cabelo dos desabrigados.
Ele diz que muitos dos desabrigados não conhecem seus próprios nomes e origem e não possuem capacidade sequer de mendigar,pedir ajuda ou agradecer.
“O pânico, o sofrimento da fome humana é a minha força motriz e de meus membros da equipe de Akshaya” ele disse.  “Recebo essa energia das pessoas. A comida que eu cozinho…o prazer que se obtém é a energia. Eu vejo a alma. Eu quero salvar meu povo.”


O custo de operações do grupo é de $327 por dia,  mas as doações patrocinadas cobem apenas 22 dias por mês.  
Krishnan subsidia o déficit de 88 dólares com oque recebe de aluguel de uma casa do seu avô lhe deu.
Krishnan dorme na cozinha de Akshaya com seus poucos colegas de trabalho. Desde que investiu todo o seu dinheiro US $ 2.500 em 2002, ele não  recebeu nehum salário e vive com a ajuda de seus pais que inicialmente não apoiavam a idéia.
“Eles tiveram muito receio, pois investiram muito na minha educação”, disse ele. “Eu convidei a minha mãe, ‘Por favor, venha comigo, ver o que estou fazendo.” Ao voltar para casa, minha mãe disse: ‘Você alimentou todas as pessoas, o resto da vida eu estou com você, vou alimentá-lo.´ Eu estou vivendo para  Akshaya. Meus pais estão cuidando de mim.”
Por falta de financiamento, a organização foi forçada a suspender a construção de Akshaya Home,  local  para servir de abrigo para as pessoas que Krishnam ajuda. Apesar dos poucos recursos e conforto, Krishnan diz que está gostando de sua vida.
“Agora eu estou me sentindo muito confortável e muito feliz”, diz ele. “Eu tenho uma paixão, eu gosto do meu trabalho. Eu quero viver com o meu povo.”
Assista o video da CNN:



Fonte:  CNN
Fotos: CNN e Akshaya Trust

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